Qual o seu objetivo ao educar seus filhos?


Uma pergunta que poucos pais se fazem no dia-a-dia com as crianças.

A correria para cumprir horários, o cansaço por serem responsáveis em tempo integral por pequenos seres totalmente dependentes e ainda terem que conciliar tudo isso com os compromissos pessoais, que não são poucos.

Se todos estiverem alimentados e limpos e não fizerem nada de errado, ótimo!

Muitas vezes, em meio a tantas obrigações, perdemos de vista nossa maior função: prepará-los para o crescimento e a independência.

Neste aspecto, os cuidados precisam ser diferentes para cada filho, dependendo de suas características pessoais e seus desafios.

Uma criança que nunca “apronta” nada e não dá trabalho, assim como outra, mais “arteira” e cheia de energia, merecem igual atenção. Como se sentem no mundo? Quais seus medos? Quais seus sonhos?

Precisamos estar atentos às nossas crianças para oferecer o apoio e o direcionamento necessário para se desenvolverem.

Muitos pais perguntam sobre castigos, preocupados em serem suficientemente severos, mas muito poucos se questionam sobre qual a sua parcela de responsabilidade pelas atitudes que repreendem nos filhos.
É claro que as crianças podem e devem entender as consequências de um mau comportamento, desde que os pais estejam conscientes do que estão fazendo. “Queremos que você entenda que o que fez foi muito errado, então você vai ficar dois dias sem o seu tablet” é muito diferente de “Você me fez passar vergonha na frente da sua avó e dos seus tios, me dá aqui esse tablet que você nunca mais vai jogar!”.

Nenhuma conversa ou bronca deveria ser motivada em “o que os outros vão pensar”, mas sim baseadas na construção de regras e leis que tornarão a vida mais equilibrada.

Todos nós já erramos com nossos filhos, mas o importante é que, de tempo em tempos, nos lembremos de que a nossa função é educá-los e não punir a falta de educação.

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Texto por Núcleo da Família – Clínica de Psicologia http://www.nucleodafamilia.com.br / Telefone: (11) 4872-2935 / e-mail: contato@nucleodafamilia.com.br / Endereço: Avenida Rouxinol, 60 – conjuntos 708/710 – Moema – São Paulo – SP / Horário de Atendimento: Segunda a Sexta das 7 às 21h

A difícil relação entre as mães e suas filhas meninas

Cuidado, mães! Segue um alerta: é mais difícil para as mulheres enxergarem nas filhas meninas pessoas diferentes delas mesmas.

Dependendo do tipo de cuidados que receberam de suas próprias mães, vão ter uma tendência: se encantarão por suas meninas, acreditando serem as mais lindas do mundo, ou, ao contrário, tenderão a achá-las mais sem-graça, desajeitadas e menos espertas que realmente são.

Não é uma decisão racional, é dominada pelo inconsciente, tão bem descrito por Freud no início do século XX. Fomos meninas e tivemos mães, temos registrados em nossa mente os olhares de alegria, dúvida ou decepção que recebemos delas. E tendemos a enxergar nas filhas meninas aspectos nossos, quando crianças.

É preciso um grande esforço para escapar desta armadilha, que coloca mães e filhas numa prisão conjunta, desperta muito sofrimento e dá pouco espaço à criatividade.
Se você nunca sentiu essa desconfortável sensação, considere-se sortuda! Mas fique atenta para fases futuras: adolescência, disputas entre amigas, mudanças corporais.

Os filhos, em geral, têm esse poder de fazerem os pais lembrarem de incômodos que pareciam esquecidos. Tornam-se, muitas vezes, os responsáveis por melhorar a experiência vivida pelos pais, o que é uma grande responsabilidade.

Olhe para sua menina e procure descobrir quem ela é, seus gostos, sua personalidade.

Dê a si mesma a oportunidade de não se sentir outra vez na mesma situação da infância, dando à sua filha um lugar dela, novo, livre. Ajude-a a superar os desafios dela, que podem ser parecidos com os seus, ou completamente diferentes. Encante-se pelas suas diferenças, pela pessoa que inesperadamente ela tem se tornado.

Reconheça caso não consiga ter para sua filha um olhar justo. Muitas vezes são os pais, ou a própria menina, quem alertam às mães sobre este olhar “viciado”, já que é difícil nos darmos conta disso no dia-a-dia.

Se achar que esta identificação exagerada está tornando sua relação com sua filha muito pesada, procure ajuda profissional. Algumas conversas podem ajudar você a separar sua história da de sua menina e quebrar um ciclo vicioso, que às vezes se repete por gerações.

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Constância. Palavra mágica para o bom desenvolvimento infantil


Se pudéssemos escolher uma única palavra como representante máxima do favorecimento do desenvolvimento infantil seria esta: constância.

Do nosso querido Aurélio: Qualidade de constante. Que não se desloca. Incessante. De ânimo firme. Ininterrupto, contínuo. Muitas vezes.

Desde os bebês: pessoas constantes, cuidados constantes, lugares constantes, iluminação constante, rotina constante.

Constante não é rígido, não é inflexível. Constante é seguro e previsível.

Nas crianças um pouco maiores: regras constantes, humor constante, certo e errado constantes.

É um constante que se desenvolve constantemente. Devagar, aos poucos, conforme as necessidades mudam.

Claro que surpresas e imprevistos acontecem. E serão muito bem aceitos caso haja a confiança de que a normalidade voltará, junto com sua confortável constância.

Não é uma constância metódica e sem criatividade. As relações são vivas e todas as variações e modulações são bem-vindas, desde que assentadas numa certa constância.

A constância cria uma base sólida, a partir da qual as crianças poderão explorar o mundo em segurança, sabendo que terão um porto seguro para ancorar.

Procure em suas lembranças um lugar, uma pessoa, uma comida, um período no qual você podia saber o que iria encontrar. O tempo e a distância não tiram de dentro da gente a agradável proteção da constância.

Vivemos num tempo acelerado, onde muitas coisas acontecem simultaneamente. Vivemos correndo, divididos, conectados. A constância soa fora de moda. Mas muitos males podem ser evitados se nos rendermos aos seus encantos.

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É um pedido ou uma ordem?


Quando crescem um pouco e aprendem a dominar a língua, assim como suas emoções, as crianças são grandes mestres em evidenciar os erros que os pais vieram cometendo há anos.

Muito comum crianças de 9 ou 10 anos, nos perguntarem se o que estamos propondo é um pedido ou uma ordem.

– Pedro, que tal desligar a TV e fazer a lição?

– Ah, não!

– Vai sim, senão não vai dar tempo.

– Peraí, isso é um pedido ou uma ordem?

– Uma ordem.
– Por que não falou antes?

Pedro está indignado, como toda a razão.

Claro que os pais não precisam abusar da autoridade. Numa situação como essas podem até avaliar o interesse pelo programa, o tempo que falta para terminar. Estipular um prazo, seja ao final do programa, ou em 10 minutos. Mas comunicar claramente que não é uma sugestão, nem um convite, que pode ser aceito ou não.

Qualquer pai ou mãe é capaz de catalogar uma longa lista de exemplos nos quais se desgastaram tentando convencer seus filhos a algo que sequer deveria ser posto em discussão.

Ser claro não é ser duro.

Ter o domínio da situação não é ser autoritário.

Crianças pequenas não tem condições emocionais de serem sócias no planejamento de sua vida. Crianças pequenas precisam ser conduzidas amorosamente para um caminho determinado pelos pais, os adultos responsáveis por elas.

Nossa cultura tem invertido a ordem de quem detém as escolhas. Muitos pais perguntam aos filhos para onde querem ir nas férias, onde a família vai almoçar no final de semana. É um peso enorme para a criança, já que provavelmente será cobrada de estar muito feliz, já que todos fizeram sua vontade. Problemas à vista.

Não tenha medo de resolver o que é bom para seu filho. Você tem maiores chances de acertar do que ele!

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