Como ajudar a criança que recusa comida?

  

A recusa alimentar é um dos comportamentos mais angustiantes para os pais.

A idéia de que a criança irá adoecer e morrer é uma ameaça constante, embora raras vezes real.
A insistência, as broncas e as ameaças constantes, aliadas ao desespero dos pais, apenas tornam a relação da criança com a comida mais tensa, perpetuando um círculo vicioso: comer é um problema.

O primeiro passo para mudar este cenário é esquecer os alimentos, quantidades e horários “ideais”. É preciso reestabelecer a relação da criança com a comida aos poucos.

Ela tem fome? Quais são suas texturas favoritas? Quanto gosta de comer? Como? A criança gosta de que alguém a alimente? Ou prefere ter o controle?

Talvez os pais precisem da ajuda de alguém menos preocupado com o sucesso de cada refeição do que eles próprios para realizar esta tarefa. Ou se revezarem, um apoiando o outro e lembrando que é preciso ter muita paciência. E curiosidade. Do que ela gosta? Por que não gosta? Vale lembrar: não restrinja seu interesse pela criança à alimentação!

É importante reconhecer e respeitar as características de cada criança, tanto em relação à comida, quanto, principalmente, fora da mesa.

Quando toda a atenção se volta para a questão alimentar, a criança fica “desnutrida” não só neste aspecto, mas também deixa de receber outros alimentos fundamentais, como o olhar alegre e orgulhoso de seus pais. Deixa de ter reconhecidos também todos os seus ritmos, gostos e desejos.

Quer ajudar uma criança a ter uma relação melhor com a comida? Procure ajuda para ter uma relação melhor com a criança.

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Texto por Núcleo da Família – Clínica de Psicologia http://www.nucleodafamilia.com.br / Telefone: (11) 4872-2935 / e-mail: contato@nucleodafamilia.com.br / Endereço: Avenida Rouxinol, 60 – conjuntos 708/710 – Moema – São Paulo – SP / Horário de Atendimento: Segunda a Sexta das 7 às 21h

Provavelmente você não se lembrará, mas eu estava lá

  

Foto: Lipp Rodrigues 

Eu estava lá quando seu coração começou a bater e quando seus chutes aconteceram. Eu estava lá para te receber nesse mundo de braços abertos e com o sorriso no rosto, mesmo depois do parto.

Eu estava lá para te alimentar quando você chorou à noite. E também de manhã, à tarde ou a qualquer hora. Eu nunca deixei você chorando. Eu sempre estava lá, correndo para rapidamente te acalmar a qualquer momento.

Eu estava lá quando você regurgitou fortemente e ficou quietinho depois, meio com medo de acontecer de novo. Eu estava lá com você nos meus braços para te acalmar, te acalentar, te passar segurança.

Eu estava lá nas suas inúmeras trocas de fraldas, das mais simples às mais difíceis lotadas de cocô. Eu estava lá para te deixar limpo e confortável. 

Eu estava lá quando te deram as vacinas e estava lá segurando suas perninhas para as picadas e esperando o seu choro, não sem chorar ainda mais do que você. Estava lá para, com o coração partido de te ver sofrer, fazer o que era necessário para garantir a sua saúde.

Eu estava lá quando, no meio da noite, você teve pesadelos e ficou completamente assustado. Eu estava lá para te pegar no colo com o meu afago e o meu calor para te garantir que você estava protegido.

Eu estava lá velando o seu sono nas noites quentes ou nas frias. Eu estava lá segurando sua mão enquanto você mamava por horas e horas, sem se importar com o meu cansaço.

Não quero méritos por isso, quero apenas que, de alguma maneira, mesmo no seu inconsciente, você sinta o meu enorme amor por você. 

Provavelmente você não se lembrará, mas eu estava lá. Eu estava lá e ainda estou do seu lado e sempre vou estar, nessa ou em qualquer outra vida.

A doideira dos primeiros passeios com o bebê 

  
O primeiro grande passeio do Lucas foi numa festinha de criança. 

Nunca havíamos ficado tanto tempo fora de casa com ele. Eu, mãe louca pra sair da prisão domiciliar, tinha certeza de que o passeio daria certo. Certo deu, mas não sem antes mostrar, com um “tapa na cara”, o quanto pode ser doideira sair com um bebê. 

Foram 3 horas de preparação, quase o mesmo tempo da festa. Mamãe amamenta o bebê, papai toma banho nesse tempo. Papai sai do banho, mamãe troca as fraldas do bebê. Papai fica com o bebê, mamãe toma banho. Mamãe “demora”, bebê chora, mamãe atende o bebê, da colo e carinho, bebê acalma, fica com o pai, mamãe termina de se arrumar, mas é melhor amamentar mais um pouco antes que ele chore no caminho. Fez cocô, sujou o body, troca a fralda, troca a roupa. Bebê está pronto de novo. 

Estamos atrasados, a festa já começou. Começa a saga do check list do bebê – carrinho, malinha, fraldas, chupeta, etc, etc, etc. Lá se vai a família para o elevador. 
Volta tudo, esquecemos o presente do aniversariante! Corre, segura a porta do elevador, abre a porta de casa, bebê no colo, a chave cai. Papai solta a porta do elevador, acude a mamãe que segura o bebê, pega a chave que caiu no chão, corre pra pegar o presente, chama o elevador. Descemos. Papai tira o carro, guarda o carrinho, mamãe põe o bebê no bebê conforto. O bebê chora, não gosta do cinto de segurança. Põe a chupeta, a manta, dá a naninha, pega a mala do bebê. A bolsa da mamãe!!! Cadê a bolsa?? Achamos! Carro andando, bebê para de chorar e dorme. E lá vamos nós! Chegamos a tempo de cantar o parabéns! Ufa! 

Só depois de ser mãe é que realmente entendemos o que é logística.