Consumo colaborativo: já ouviu falar?

  

Eu não sou consumista, não sou dessas pessoas gastadeiras, que não podem sair na rua que tem que levar algo para casa. Definitivamente não sou e quem me conhece sabe bem disso. Eu prefiro gastar o meu dinheiro em algo certeiro, que eu realmente precise ou que eu queira muito e, ainda assim, penso bastante para não fazer nenhum tipo de compra por impulso, mas mesmo assim, ao me tornar mãe, me preocupei em não virar a louca do enxoval, a louca dos presentes, a louca das recordações. Quero ser a pessoa que eu sempre fui e quero ensinar aos meus filhos o valor do dinheiro e como é duro conquistá-lo, assim como meus pais me ensinaram.

No enxoval comprei pouco, mesmo tendo encontrado coisas lindas pelo caminho. E foi uma das melhores coisas que eu fiz, porque os bebês perdem as coisas, especialmente as roupas, num piscar de olhos. As roupinhas lindas da maternidade foram usadas no máximo duas vezes, porque em 10 dias já não serviam mais. São lindas e vão ficar guardadas para o próximo filho ou para a posteridade..rs… Na verdade pretendo escolher uma ou duas das mais bonitas para guardar de recordação do meu pequeno e ficar cheirando elas quando ele já tiver 20 anos e eu ficar com saudades do meu bebê. Duvido que outras mães não façam igual! Hahahahaha…

Depois de virar mãe também não gasto muito com roupinhas e brinquedos. Vou comprando conforme a necessidade surge e também recebo de muito bom grado tudo o que me doam.

Particularmente acho que o que um bebê mais precisa é de amor, o resto é luxo. O bebê não tem a menor noção se o body é de grife ou se foi comprado na lojinha da esquina. Não tem ideia se a meia custou 10 ou 100 reais. Sou da opinião que roupas em bom estado e de qualidade (me referindo ao tecido, acabamento e não às marcas) são o suficiente. 

Nós tivemos sorte no nascimento do Lucas. Amigos e primos que já não pretendiam ter mais filhos nos deram muitas coisas para o enxoval do Lucas. Quando digo muita, é MUITA mesmo. Não compramos quase nada novo e tudo o que recebemos, em excelente estado de conservação, diga-se de passagem, foi dado e aceito de braços abertos por mim e por meu marido. Recebemos berço, Moisés, carrinhos, roupas, sapatos, brinquedos.

Certamente vou conservar tudo ao máximo para usar ainda no segundo filho e depôs, farei como fizeram comigo, vou doar a quem precisa. E SEMPRE há quem precise. 

Durante toda a minha vida minha mãe me ensinou que não precisamos de muitas coisas na vida e de tempos em tempos temos sim que bisbilhotar daquilo que não nos serve mais e doar a quem precisa, abrindo assim espaço para o novo, inclusive em termos de energia. Doar o que não se usa mais renova a energia da vida. Essa troca de produtos usados ou doação hoje tem nome bonito e eu nem sabia, mas já prático faz tempo: consumo colaborativo.

Consumo colaborativo ou economia compartilhada é uma nova prática comercial que possibilita o acesso a bens e serviços sem que haja necessariamente aquisição de um produto ou troca monetária entre as partes envolvidas neste processo. Compartilhar, emprestar, alugar e trocar substituem o verbo comprar no consumo colaborativo.

Vamos colaborar?