Autismo: nós precisamos falar sobre isso

Falar sobre o Autismo não é fácil, principalmente porque a falta de informação gera o preconceito. Não é fácil para os filhos, não é fácil para os pais.

Autistas são crianças especiais que precisam de muito amor, carinho, paciência e empatia.

Eu vi recentemente essa cartilha do “Autismo e Realidade – Associação de Estudo e Apoio”, ilustrada pelo Ziraldo, que explica de forma bem didática o que é o autismo, suas dificuldades e como todos nós podemos ajudar os autistas. Vale a pena ver e compartilhar.

Autismo – Do diagnóstico às formas de tratamento

  

O dia 2 de abril foi escolhido como o dia mundial de conscientização do autismo.

O Transtorno do Espectro Autista – assim chamado pela variação na forma e intensidade com que se apresenta – tem como principais sintomas:

1- Severo Prejuízo Social;

2- Severas dificuldades de comunicação, verbal e não verbal;

3- Ausência de Atividades imaginativas, como o brincar de faz-de-conta, substituído pelo comportamento repetitivo.

As causas do autismo ainda geram muitas controvérsias, mas a tendência é a aceitação de múltiplos fatores orgânicos e ambientais se influenciando interativamente.

Um bebê com uma leve disfunção neurológica e uma aproximação vital fraca, com pouca receptividade ao contato, não estimula os cuidadores a se concentrarem nele, criando um efeito cascata que não favorece o desenvolvimento.

É muito importante detectar sinais de risco para o desenvolvimento precocemente, quando este círculo vicioso pode ser mais facilmente transformado, devido à plasticidade cerebral nos primeiros anos de vida (capacidade do cérebro readequar e construir novos circuitos neuronais, mais ricos.

Bebê que não faz contato visual, não “provoca” nem retribui interações e vocalizações, interessa-se mais por coisas do que pessoas, deve ser avaliado por psicóloga capacitada para avaliar e intervir com bebês e crianças bem pequenas.

Um dos sintomas que mais chama a atenção dos familiares é a ausência da fala e um dos maiores erros é o encaminhamento unicamente para a fonoaudióloga. A fonoaudiologia é importantíssima, mas antes da fala precisa haver o interesse pela comunicação e o trabalho combinado com psicóloga capacitada é imprescindível para o desenvolvimento global da criança.

Entretanto, os pais não devem entender sinais de risco como um diagnóstico fechado de autismo. Não há cura para o autismo porque o autismo não é uma doença, e sim um transtorno. Pode-se caminhar muito dentro do transtorno, integrando a criança a ela mesma e às pessoas ao seu redor.

Para ouvir relatos de pais que tiveram seus filhos atendidos e beneficiados pela psicoterapia, recomendamos que assistam ao curta “O silêncio que fala” .

———————————-

Texto por Núcleo da Família – Clínica de Psicologia http://www.nucleodafamilia.com.br / Telefone: (11) 4872-2935 / e-mail: contato@nucleodafamilia.com.br / Endereço: Avenida Rouxinol, 60 – conjuntos 708/710 – Moema – São Paulo – SP / Horário de Atendimento: Segunda a Sexta das 7 às 21h