Para mamãe que optarem por furar a orelhinha dos bebês para uso de brincos

Furar ou não furar a orelha dos bebês para a colocação de brincos é uma questão muito pessoal de cada família e de cada mãe. Há aquelas que optam por não furar a orelha de seus pequenos e deixar que eles tenham idade para decidirem se querem ou não usar brincos. E há aquelas que optam por furar a orelhinha dos filhos desde bebês. Respeitar a decisão de cada mãe ou família é essencial, por isso, essa furar ou não furar não é a questão aqui. 
Mas, acho importante compartilhar a experiência que tive com a minha decisão. Eu e meu marido decidimos furar as orelhinhas da nossa bebê com um mês de vida. Eu tenho 5 furos nas orelhas, sendo 3 na direita e 2 na esquerda, além de ter tido um piercing no umbigo por muitos anos, que só foi tirado na minha primeira gravidez, por isso dou super adepta aos furinhos, que acho lindos. Na minha época de criança e adolescente os furos nas orelhas eram feitos de diversas maneiras, mas de fácil acesso nas farmácias. Eu fiz alguns dos meus furos nas orelhas nas farmácias de bairro e outros eu mesma fiz como qualquer adolescente “rebelde” da minha época, usando o próprio brinco e gelo. 
Eu busquei informações para furar as orelhinhas da minha bebê de firmas mais modernas e seguras do que na minha época. 

Conversei com diversos profissionais capacitados e indicados por amigas mães para colocar o primeiro brinco na minha filha e optei pela Julia.

A Julia é enfermeira em um dos melhores hospitais de São Paulo e já trabalha com o serviço de furar a orelha dos bebês há muitos anos. Ela atende com hora marcada e na própria residência das clientes.

O procedimento foi muito simples, seguro e rápido. Uma pomada anestésica foi aplicada nas duas orelhinhas e esperamos 40 minutos para ter o efeito anestésico desejado. Após o tempo determinado, a Julia retirou a pomada com carinho, realizou a assepsia e fez uma marcação em cada orelha da minha bebê. Ela me explicou que a marcação é necessária para que o furo fique centralizado no lóbulo da orelha e seja feito em um ponto neutro de acunpultura, isso porquê, se no futuro minha filha quiser fazer acunpultura, os pontos de tratamento estarão livres para serem explorados. Achei interessante.

Há quem fure as orelhas dos bebês com o próprio brinco de joalheria ou faça o furo e use logo na primeira vez o brinco de joalheria. A Julia não recomenda e me explicou os motivos. Os brincos de joalheria não vem com a ponta em formato de “lança” e para que seja feito o furo é necessário lixar o brinco para conseguir o formato adequado, só que esse processo não garante a perfeição do formato e pode assim machucar o bebê no procedimento. Outro motivo é que o brinco de joalheria não é esterilizado. Ao realizar o procedimento com ele é necessário usar álcool, mas não é tão eficiente quanto usar um brinco de aço cirúrgico já completamente esterilizado de fábrica.

Esse é o procedimento usado pela Julia. Ela utiliza brincos Studex 75, de aço cirúrgico d banhados a ouro, importados da Califórnia. Os brincos já vêm esterilizados e lacrados, o aplicador é silencioso e individual, sem reutilização. É um método muito seguro e indolor para o bebê. 
A Julia me deu todas as informações sobre o procedimento antes de realizá-lo, inclusive os cuidados necessários com o pós furo, indicando que o brinco de aço cirúrgico seja mantido na orelha do bebê por 60 dias, sendo desinfectado com 2 gotas de álcool por 3 vezes ao dia, sem tirar da orelha. Esse tempo é necessário para a completa e segura cicatrizarão do furo. Após esse tempo já posso trocar os brincos de aço cirúrgico por outros brincos de joalheria.

Minha filha mamou durante todo o procedimento do furo. O furo em si levou apenas um segundo para ser feto usando o aplicador e ela não sentiu absolutamente nenhuma dor. Depois de furar as orelhinhas minha bebê embalou um soninho bem gostoso. 

Outro ponto importante do trabalho da Julia que me chamou a atenção foi ela oferecer o certificado do brinco e me pedido para assinar formalmente uma autorização do procedimento, já que ele foi realizado em uma criança menor de idade, pela qual sou responsável. 

Sou suspeita, mas minha filha ficou ainda mais linda com seus brinquinhos. O resultado vocês podem ver abaixo. 


E para quem optar por furar as orelhas dos seus bebês, eu indico a Julia de olhos fechados para realizar o procedimento. Os contatos dela estão aqui no post também.

E você, optou por furar as orelhas do seu bebê ou filho com qual idade? Como foi sua experiência e qual método escolheu?

Corram para as colinas…o Terrible Two chegou!

O temido Terrible Two chegou por aqui. Mãe que é mãe cospe pra cima pra cair na testa. É fato! Quando eu não era mãe ou meu filho era um bebê, eu confesso que olhava com desdém aquelas crianças birrentas que se jogavam no chão do shopping ou faziam escândalo no supermercado. Eu olhava para os pais daquelas crianças julgando-os não serem bons pais ou que não sabiam dar limites aos filhos.

Aí vem a vida e, obviamente, dá aquela rasteira bem dada que faz você cair com a bunda no chão e ficar lá dolorida sem saber o que fazer. E foi assim que o Terrible Two, os terríveis dois anos ou também conhecido com a adolescência dos bebês, chegou por aqui.
E cadê aquele bebê fofo que habitava a minha casa há poucas semanas atrás? Quem é essa “nova” criança que faz um escândalo tão grande pra trocar a fralda que eu fico rezando para os vizinhos não ligarem para o Conselho Tutelar? 


Pois é, o tal Terrible Two chega para todos, em maior ou menor intensidade. Quando meu filho chegou aos 1,7 anos, começou a saga do Terrible Two. Aliás, pelo que conversei com outras mães, essa fase não chega exatamente nos dois anos, virando uma chave automática, mas costuma sim chegar antes dos dois anos, para o nosso desespero.
Foi então que, no caos inserido na minha casa, com meu filho mais velho com 1,7 anos, cheio de ciúmes da minha filha mais nova com 30 dias de vida, para piorar a situação, que eu resolvi pesquisar e entender melhor esse tal de Terrible Two e verificar até quando minha sanidade mental seria mantida.

Nessa busca por informações eu descobri que essa fase inicia-se por volta de um ano e meio da criança e pode durar até os 3 anos, ou seja, comece a rezar já para passar logo e ninguém pirar de vez. Como conforto, pense que essa não é uma fase exclusiva do seu filho. Todos os bebês passam por ela, o que muda é a intensidade.

O Terrible Two é a fase em que a criança passa a se comportar de modo opositivo às solicitações dos pais. De repente, a criança que antes era tida como obediente e tranquila, passa a berrar e espernear diante de qualquer contrariedade. Bate, debate-se, atira o que estiver à mão e choraminga cada vez que solicita algo. Diz “não” para tudo, resiste em seguir qualquer orientação, a aceitar com tranquilidade as decisões dos pais, para trocar uma roupa, sair de um local ou guardar um brinquedo. Para completar, não atende aos pedidos e parece ser sempre do contra. Para quem é pai ou mãe, essa é quase a descrição do inferno.

Não é raro as cenas ocasionaras pelo Terrible Two parecerem um show de horrores. Mas então, o que fazer?

Algumas dicas testadas e aprovadas por aqui podem ser válidas para outros pais também. 

Não dê atenção imediata. Acudir esbaforidamente quando a criança fizer birras só vai aumentar a intensidade do caos. Desespero gera desespero.

Espere a criança se acalmar. Vai levar alguns minutos para que aconteça, mas a criança vai se cansar e voltará ao normal.

Fale com calma e na mesma altura da criança. Agache perto da criança para que ela sinta-se acolhida, afinal de contas, ela não compreende os sentimentos dela ainda, e nós como mães e pais, devemos ajudá-las. Tenha em mente que as crianças não estão fazendo de propósito e não é uma questão de educação, mas sim de confusão mental da criança que atinge uma nova fase de desenvolvimento.

Nunca grite. Gritar com a criança vai abrir precedentes para que ela entenda que é dessa forma que ela deve reagir para demonstrar o que quer ou deve trocar o diálogo pelo grito. Avise sempre que você não grita com a criança, portanto, ela não precisa gritar com você também. O mesmo vale para bater. Não perca a paciência e bata na criança ou ela entenderá que é essa a atitude que deve ter com você e com outras pessoas para conseguir o que quer ou demonstrar o que sente. Lembre-se que as experiências que a criança vive nos seus primeiros 1.000 dias de vida as moldam para a vida toda.

Olhe nos olhos. Olhe bem nos olhos da criança, diga que está tudo bem. Essa é uma atitude muito importante nessas horas para dar segurança. Lembre-se de que você é o adulto da situação.

Abrace forte. Logo a criança se sentirá segura e querida, afinal de contas, seu bebezinho está crescendo, ele tem um mundo inteiro para explorar e isso o assusta ao mesmo tempo que o excita. São sentimentos confusos e externados de maneiras extremas. A criança não faz a “birra” por maldade, apenas não entende e não sabe colocar para fora seus sentimentos como um adulto, através do diálogo. O abraço garante a segurança que a criança precisa para entender que, mesmo não sabendo o que está sentindo, a mamãe e o papai estão juntos dele e isso basta.

Ajude a criança a entender as próprias emoções e a lidar com elas. Tente traduzir o que a criança estava querendo lhe dizer ou mostrar, isso vai fazer com que ele confie em você. Mesmo que não seja 100% o entendimento entre vocês, a criança ficará feliz de você ter tentado entendê-la e confiará mais em você na próxima vez, fazendo com que os escândalos diminuam aos poucos e a criança consiga colocar para fora seus sentimentos através do diálogo. Não é um processo rápido, mas a repetição das suas atitudes sempre que ocorrer as crisesvai causar segurança na criança. 

Faça a criança entender sua própria crise. Explique para a criança que não gostou do comportamento dela e que ela não precisa fazer aquilo, pois, a melhor forma de conseguir algo não é gritando e sim conversando.

Lembre-se sempre que bebês e crianças se sentem seguros com rotina e repetem situações inúmeras vezes para aprender e testar os pais. Tenha sempre uma sequência de ações para lidar com as crises do seus filhos, pois caso você tenha uma reação diferente a cada crise, mais difícil será para a criança entender sua própria atitude, o certo e o errado, além de confiar em você para interpretá-la.

Ninguém disse que lidar com o Terrible Two é fácil, mas é um mal necessário. Você é o adulto e deve controlar a situação. A criança está vivendo um turbilhão de emoções e precisa da sua ajuda para encontrar o equilíbrio. Não é uma tarefa fácil, mas tenha paciência! 

Tem ou teve filhos no Terrible Two? Compartilhe aqui sua experiência e outras dicas. Vamos pirar juntos ou fazer um abraço coletivo. #tamojunto

Sobre paternidade ativa…

Um dia alguém me disse que eu amaria mais o meu marido dependendo da maneira como ele tratasse meus filhos. Não achei que isso fosse verdade, até descobrir no meu marido um ótimo parceiro para a maternidade/paternidade.

Sou dessas que não transforma o homem em herói porque troca uma fralda, que não vê com bons olhos a paternidade como “ajuda” à mãe. Pra mim, Pai de verdade tem que ser parceiro, pôr a mão na massa, acordar de madrugada, pegar água enquanto eu amamento, trocar fralda de cocô sujo, sair correndo atrás da cria pra não bater a cabeça quando aprende a andar, sentar pra contar histórias, brincar de aviãozinho, dar banho antes de dormir, preparar comida quente, levar na escola, colocar o uniforme, ninar e tudo mais. Isso não é heroísmo não, é paternidade real e presente. Se a mãe pode fazer e faz tudo isso, o pai também pode. E deve! Mãe e pai devem ser igualmente responsáveis pela criação e educação dos filhos.

Queridos homens, os tempos mudaram, aceitem, sejam flexíveis e adaptem-se. Se anos atrás os homens que faziam afazeres domésticos ou cuidavam dos filhos eram raros ou mal vistos, hoje esses caras são os que nós, mulheres e mães modernas, queremos. Queremos aquele “homão da porra” do nosso lado, nem na frente e nem atrás, pra acompanhar os “mulherões da porra” que somos nós mulheres de hoje, plenas, seguras e empoderadas para sermos o que quisemos, sem deixar nenhum caminho de lado.

Quando um homem diz que “ajuda” uma mulher a criar seus filhos, coloca nela toda a responsabilidade da maternidade e se isenta do seu papel de pai, dando à mulher apenas obrigações e tirando dela os prazeres da maternidade, dos momentos leves e descompromissados com os filhos. E sim, esses momentos leves existem, acreditem! É só ter calma, tempo e espaço para olhar com o coração e não com o peso da obrigação nas costas. 

E quando a parceria mãe-pai flui bem na criação dos filhos, a vida ganha outros ares e o amor cresce. 

Mas, pela minha experiência com a maternidade, mães e pais tem tempos de aprendizados diferentes. Se seu marido não é logo de cara um paizão super participativo, vale insistir, ensinar e apoiar. Acreditem, os homens também chegam lá e podem ser fundamentais e confiáveis no cuidado com os filhos. 

A verdade é que as mães não têm escapatória, viram mães já na gravidez, no positivo do primeiro exame. Não importa se você sabe trocar fralda, se nunca amamentou, se nunca ninou um bebê. Quando nasce a cria, a mãe se vira e ponto final. Sabendo ou não o que fazer, a mãe vai usando seu instinto porque o bebê depende dela totalmente. Se a mãe não fizer, pode não haver ninguém quem faça. O aprendizado da mãe é na marra. Já o pai, com raras exceções da não presença da mãe na vida do bebê, tem tempo para aprender a ser pai. 

Na gravidez, por exemplo, pelo fato dos homens não sentirem os sintomas e as dificuldades da gestação, passam incólumes e muitas vezes nem se sentem pais. Eu me lembro que meu marido não chorou quando contei sobre a primeira gravidez e aquilo me deixou, na época, bem incomodada. Eu só pensava “como ele pode mais se emocionar????”, mas a verdade é que, para o meu marido, ser pai era algo bem abstrato nessa época. Meu marido só foi chorar de emoção no nascimento do Lucas. Chorou sem parar e eu não sabia quem era a criança que segurava quem. Já na segunda gestação, meu marido chorava mais do que eu com a notícia de um novo bebê, pois ele já conhecia de perto a realidade de ser pai.

Lembro-me que no nascimento do Lucas, meu primeiro filho, meu marido não sabia como e nem tinha coragem de pegá-lo no colo. Meu marido tinha tanto medo de pegar errado o bebê, deixar cair ou sei lá o quê, que ele simplesmente não segurava o Lucas. Eu notei isso e a primeira coisa que fiz, depois que as visitas foram embora na primeira noite na maternidade, foi sentar o meu marido no sofá do quarto e falar “Senta aí que você vai aprender a pegar o Lucas. Ele é seu filho, precisa de colo e você tem que aprender a fazer isso” . Sentei então o marido no sofá da maternidade e coloquei nele almofadas e travesseiros por todos os lados, de forma que ele não precisasse fazer esforço algum para segurar o bebê e podia sentir segurança que o bebê não cairia. E assim foi. Peguei o Lucas no berço e coloquei com carinho no colo do meu marido, coberto de almofadas. Ele sorriu meio sem jeito, segurou o bebê ali em cima das almofadas, não se mexeu de tanto medo de deixar o bebê cair e chorou de emoção com o primeiro filho no colo por quase meia hora. Foi um momento mágico para ele e para mim. E foi nessa hora também que eu percebi que ia ter que ajustar muita coisa no maridão antes de considerá-lo um bom pai.

Desde esse dia, eu posso dizer que meu marido têm se superado a cada dia. E vejo que com o segundo filho as coisas são ainda mais fáceis, com muito mais participação da parte dele, até mesmo porquê, com duas crianças em casa, não tem como o marido não entrar na dança da maternidade/paternidade. Com dois filhos, não tem escapatória para o marido. Ou ele ajuda ou ele ajuda, senão todo mundo enlouquece.

Mas fico bem feliz que ver a parceria entre eu e o meu marido crescer a cada dia no cuidado e na educação dos nossos filhos. E a gente ganha como casal e nossos filhos ganham também com pais unidos e presentes. 

Esse é a minha dica para as mamães, especialmente as de primeira viagem. Não esperem que os maridos sejam perfeitos pais logo de cara. Ajudem-os a serem pais e abram espaço para que eles exerçam a paternidade. 
E para o meu maridão, um recado. Muito orgulho de você e do pai presente e participativo que você tem se tornado a cada dia! Te amo! 

Cada bebê uma sentença: Minha experiência com o segundo filho

Agora como mãe de dois filhos, o Lucas de 1,6 anos e a Alice de 20 dias, já tenho alguma experiência para passar sobre o assunto. 

Posso dizer que o segundo filho é mais fácil. A maternidade do segundinho torna-se mais leve com base no conhecimento prévio que temos sobre o assunto. O primogênito é cheio de cuidados, alguns até exagerados. Lembro-me de ficar neurótica checando a respiração do Lucas a cada 2 minutos, por meses. Chegava ao ponto de colocar um espelhinho perto do nariz dele pra ver a fumacinha se formar. Coisas de mãe de primeira viagem. Já com a Alice eu simplesmente apago de cansaço quando ela dorme e só vou lembrar que está viva quando ela chora de fome perto de 3h de abstinência do “tetê”.

Mas cada bebê é uma sentença e as dificuldades são diferentes. No meu primeiro, por exemplo, não tive nenhuma dificuldade com a amamentação. Lucas mamava com perfeição, tinha a pega perfeita e uma fome de leão. Eu ficava enlouquecida porque ele nasceu no verão, sofria com o calor a ponto de fazer gotas enormes de suor na pele pra mamar, sem falar que ele passava horas no meu peito esfomeado e não dormia quase nunca. Eu tinha lido tudo sobre amamentação e as dificuldades com isso e, por ironia do destino, não era esse o “problema” do meu primeiro bebê. Ele também nunca teve cólicas e a introdução alimentar foi um sucesso. 

A questão fundamental com meu primeiro filho sempre foi o sono. Dormia mal e super pouco. Naquela época me diziam que os recém nascidos dormiam quase 18h por dia, mas meu bebê o dia todo se chegasse a dormir umas 10 ou 12h era quase um milagre. Eu enlouqueci com a privação de sono no meu primogênito e ele não ficava no berço pra me dar uma “folga” de jeito nenhum. Li tudo a respeito de sono e eu era quase uma especialista no assunto. Testei todos os métodos possíveis, exceto deixar chorar porque nunca concordei com os métodos radicais, mas nada nunca funcionou. Ele tinha o ritmo indefinido de sono dele e posso dizer que só hoje, com quase 2 anos, ele está mais regular nessa questão. Hoje ele dorme umas 2h depois do almoço com facilidade e dorme à noite toda, das 20h até umas 7h da manhã. Ainda tem dias que ele acorda o meio da noite, mas são exceções.

Já a minha segunda filha, que hoje tem menos de um mês, dorme bem na maioria do tempo, tanto de dia quanto de noite, mas eu tive surpresas diferentes com ela. 

Com a Alice tive alguma dificuldade de amamentação, meus seios incharam muito logo no inicio e ela não conseguia ter a pega correta de jeito nenhum. Mesmo com uma experiência super positiva nesse quesito com o bebê anterior, tive que recorrer a uma consultora de amamentação nos primeiros dias do segundo bebê, logo que voltamos da maternidade pra casa. Meus seios cheios de leite, com uma dor insuportável e os bicos todo rachados me fizeram chorar muitas vezes de dor e de desespero porque eu não conseguia fazer a Alice mamar direito. 

Recebi a indicação da Sandra Alvarenga com consultora de amamentação. Ela atende à domicílio e veio me salvar a vida numa segunda-feira de manhã. Por duas horas ela me ensinou a massagear o seio para aliviar a dor e “desempedrar” o leite, amaciando o bico para a minha filha conseguir fazer a pega correta. Pacientemente também me ajudou a acertar a pega do bebê no seio. Foram duas horas de aprendizado intenso, mas que valeram a pena. Depois continuei tendo o atendimento da Sandra por WhatsApp, sempre solicita e me tirando várias duvidas até que as coisas se acertassem por aqui na amamentação. Hoje eu e Alice funcionamos super bem e eu sigo feliz conseguindo amamentar meus dois filhos do com leite materno. 

Lucas mamou até 1,2 anos (6 meses exclusivos de leite materno é depois seguiu mamando mesmo com a introdução alimentar) e desmamou sozinho, para minha frustração, que queria ter amamentado meu garotinho até os dois anos. Com 1 anos ele passou a rejeitar o seio, mesmo com mais de dois meses de tentativas frustradas da minha parte em oferecer a ele o peito até que eu me resignasse e aceitasse a vontade dele. Alice segue mamando em paz em seu primeiro mês de vida e espero conseguir amamentá-la até quando ela quiser.

No primeiro filho o meu puerpério também foi bem difícil. A maternidade caiu em mim com uma depressão profunda. Naquela época eu ficava o dia todo sozinha e, para quem estava acostumada a ter uma via ativa e independente, ficar à mercê de um bebê e suas necessidades, além da privação de sono, me levaram a uma depressão que demorou meses para eu me recuperar. Eu cheguei a ficar tão deprimida que pensei mesmo em coisas terríveis comigo e me lembro de passar dias prostrada na cadeira de amamentação com uma tristeza que parecia sem fim, choros infinitos meus e sem ânimo para qualquer atividade. Foram meses assim é uma recuperação lenta de atividades e auto estima. Já o segundo filho esse processo foi mais leve, pois eu estava mais preparada para o que viria, pois já tinha sentido na pele as dificuldades da maternidade. Alem disso, no nascimento do segundo bebê eu tive companhia constante da minha mãe, que fez uma diferença enorme na minha vida. No nascimento do meu primeiro filho minha mãe passava pra me ver todos os dias, mas ainda estava trabalhando. Ela se aposentou de vez quando Lucas tinha dois meses de vida e desde então vinha todos os dias para minha casa e me fazia companhia e me ajudava o dia todo, até meu marido chegar do trabalho no fim do dia. Minha mãe é o anjo na minha vida! E é assim até hoje. Quando a Alice nasceu minha mãe estava comigo desde então, o que tornou esse processo de receber um novo bebê bem mais leve na segunda experiência. Além disso, eu tenho meu filho mais velho agora para cuidar e dar atenção. Ele é um bebê ainda e com seus 1,6 anos ainda me dá uma demanda enorme de cuidados e atenção, o que me ocupa a mente e as atividades do dia inteiro, alegrando a casa e o coração. 

Outra “pegadinha” da minha segunda filha são as cólicas. Meu primeiro filho teve raros episódios de cólica, mas a segunda, em compensação, tem sofrido mais com isso. Se não fossem as cólicas acho que ela dormiria ainda melhor, mas não posso reclamar. Cada bebê uma sentença, mas tenho dois filhos ótimos e saudáveis. E seguimos felizes por aqui, apesar do cansaço. 

Ah, e para quem quiser o contato da Sandra como consultora de amamentação, super indico: (11) 99294-9926 Experiência aprovada por aqui! 


A foto é da Sandra Alvarenga, a salvadora da minha pátria 🙂

Criança não namora!

Parece uma brincadeira quando falamos para as crianças “Cadê seu namorado”, “Já tem namorado na adoção?” Ou frase do tipo. Pararem inofensivo, mas não é. Quando falamos de namorados e namoradas para crianças, estamos indiretamente estimulando a erotização precoce. 

A Secretaria de Assistência Social do Amazonas lançou, no último dia 5 de abril, uma campanha na internet contra a erotização precoce das crianças, com o slogan “Criança não namora, nem de brincadeira”, que pretende mobilizar escolas, comunidades, psicólogos e pais contra a exploração infantil.

É preciso respeitar o desenvolvimento cognitivo de cada etapa da vida. Uma criança não sabe o que é um namoro, ela não tem esse discernimento. A hora do namoro, que geralmente começa entre 9 e 12 anos, vai chegar e não precisamos antecipá-la. Quando a criança começa a ser apresentada a coisas que não fariam parte daquela etapa da vida, ela perde o interesse pelo resto porque vira um mini adulto, por isso, deixem nossas crianças serem crianças! 

A maternidade não é como te mostram no Instagram

Nada é mais surpreendente na vida do que ter um filho. Se você é mãe de primeira viagem, esqueça o que viu na TV. Esqueça a romantizarão da maternidade com bebês tranquilos, que mamam certinho, esqueça troca de fraldas sem sujeira, maquiagem no rosto, olhos sem olheiras, sorrisos espontâneos. Tudo isso que te mostram por aí na novelas e filmes não é real, ou é uma parte bem pequena da realidade. 

Maternidade real é puerpério punk, choros que parecem show de horrores, bebê chora, mamãe chora. Maternidade real é mãe sem banho, escova de dentes, cabelo despenteado, roupa suja de leite, máquina de lavar cheia de roupinhas manchadas de cocôs que como um tsunami vazam por todos os lados. Maternidade real é avalanche de hormônios, bipolaridade de amor e tristeza, sorrisos e choros descontrolados. Maternidade real é viver seu Burnout todos os dias, pensando a cada segundo que não vai dar conta de cuidar de outra vida, é se achar incapaz. Maternidade real é o leite não descer, o peito inchar, ter mastite, estomatites, tendinite, depressão. Depressão pré parto, pós parto, durante a vida, inúmeras vezes. Maternidade real é contradição, é alegria e solidão, é luz e sombra.

Maternidade real é derrubar farelo de pão no bebê enquanto ele mama e sobreviver daquela talvez única refeição no seu dia. Maternidade real é não dormir e quase enlouquecer com a privação de sono, com bebês com cólicas, que se contorcem e choram copiosamente trocando o dia pela noite. Maternidade real é sofrer amamentando, seja de dor ou de cansaço. 

Maternidade real é pesada, um fardo duro de carregar. É pensar o tempo todo no mantra materno “vai passar”, na tentativa de ver alguma luz no fim do túnel dessa avalanche de emoções. Maternidade real é culpa. Muita culpa. É culpar-se o tempo todo porque a amamentação não funciona, o bebê engorda de mais ou de menos, porque vai acabar a licença maternidade e você volta a trabalhar ou porque vai ficar em casa cuidando do bebê. É culpa porque a introdução alimentar não funciona, porque você teve parto cesárea ou porque teve parto normal, porque esqueceu de dar o remédio, porque o filho não saiu agasalhado. Todo dia um novo dia, todo dia uma (ou várias) nova (ou velhas) culpa(s). 

Maternidade real é questionar-se todos os dias se fez a coisa certa, se nasceu pra ser mãe. Maternidade real é cercada de pavor, da febre, do engasgo, da rebeldia quando virar adolescente, do filho se mudar pra Australia no futuro e vice viver de saudade, de acontecer algo ruim, de perder aquele ser tão amado gerado por você. 

Maternidade real é um banho de água fria num inverno de -30o, um tapa na cara, daqueles inesquecíveis, que vai arder na sua alma até o último dos seus dias. 

Quem foi que inventou essa maldita maternidade perfeita, essa maternidade de revista que faz cada mãe real se sentir o ser humano mais desprezível, desqualificado e incompetente da face da Terra? 

Cara amiga, não estou te dizendo pra não ser mãe. Ao contrário, te digo apenas que não vai ser fácil, mas vale a pena. O que te digo é para preparar-se, para pensar vem se queres um filho. Eles são pra vida toda e uma nada mole vida. Seja mãe, mas de forma consciente. Não tenha filhos para agradar ao mundo, à família, à sociedade, para se sentir completa, para prender o companheiro ou ter companhia. A vida não se resume à maternidade. Não deve haver obrigação em ser mãe, mas sim deve haver a escolha em ser mãe. A maternidade é difícil demais! E se é difícil para quem tem certeza que quer ser mãe, imagina o quão difícil vai ser se você não tem certeza ou tem argumentos fracos para tornar-se mãe. Não crie falsas expectativas. A maternidade não é como te mostram o Instagram. 

Mãe não é divina, não é sagrada. Sempre que tratarmos as mães assim, vamos impor ainda mais a elas uma carga emocional e um peso excessivo de nunca se romper, de nunca padecer, de nunca enlouquecer, de nunca errar. É cruel com a mulher que é mãe, porque antes de ser mãe, está ali um ser humano, errando e aprendendo, com uma alma mortal e cheia de pressões, se desmoronando por dentro, mas tendo que parecer divina por fora. Por que fazemos isso com nossas mulheres? Por que fazemos isso com nós mesmas?

Já é mais do que chegada a hora de desromantizar da maternidade, de discutir esse assunto sem tabu, com todas as verdades para que mães possam escolher serem mães porque querem, porque assim desejam, mesmo sabendo dos desafios imensos, para que haja consciência, reflexão e liberdade. 

A maternidade só é verdadeiramente feliz quando aprendemos a vivê-la com realidade e leveza e isso demora, às vezes dias, às vezes anos. Só uma mãe livre (pelo menos na maior parte do tempo) é uma mãe feliz. 

Mãe é um “bicho” estranho…


Mãe é um bicho estranho. Se a barriga pesa, a bexiga incha e as costas doem, lá estão as mães, com seu sorriso no rosto, na expectativa de ver o pequeno ser que sairá dentro delas. 

Se o o bisturi invade ou as contrações apavoram, se o corpo deforma, as estrias chegam, os seios caem, ainda assim as mães fariam tudo de novo para serem mães. 
Se o puerpério assombra, os hormônios zombam da mente, do corpo e da alma, ainda assim as mães se mantém em pé, firmes como rochas para cuidar das crias, mesmo que em seu mundo interior ela esteja à beira do abismo.

Se o bebê não dorme, reza pra dormir. Se o bebê dorme, fica louca esperando ele acordar, certificando a respiração a noite toda. Se o bebê chora, quer jogar ele pela janela (não no sentido literal, por favor!), mas basta um olhar e um sorrisinho daquele montinho de gente indefeso pra esquecer a pior das noites chorosas. 
Se a criança faz birra, mãe dá bronca num segundo e morre de culpa no outro. Mãe sente culpa o tempo todo, sempre buscando uma perfeição inexplicável, inexistente, inalcançável. Mães sempre acham que poderiam ter feito mais e diferente. 

Se os seios sangram, mãe ainda está lá, pronta a cada mamada, pra oferecer o melhor leite do mundo ao seu filho, com dor ou não. Se a mãe está com fome, mas o filho quer o último pedaço de bolo, mãe dá e fica na vontade. Me abdica, se reprime, se condena, ama e sofre o tempo todo, na mesma velocidade, na mesma intensidade. 
Ser mãe é uma doideira cruel, inexplicável, o mais forte dos entorpecentes da vida. Só quem mãe sente, ao mesmo tempo, as delícias da maternidade e o seu caos interno.

Entre tanto sofrimento interno e desespero e amor e caos e paciência e ansiedade e culpa e afeto e saudade e tantos outros sentimentos, mãe está ali, onipresente para o filho, colocada num pedestal de amor (pelo menos enquanto os filhos são pequenos), que é alguma recompensa diante da maternidade real, porque Mãe tem um quê de autoridade espiritual, é uma divindade acima do bem e do mal. Mãe é mãe. Não há uma palavra no mundo que seja tão perfeita, tão potente, tão cheia de nuances e tão enrustida de tantos sentimentos quanto a palavra “mãe”. Mãe é mais ou menos como o amor, não se define, apenas se sente. 

O tempo do bebês

Hoje eu posso dizer que ter filhos transformou a minha vida. Apesar da frase ser um clichê entre as mães, eu me enquadro perfeitamente nela, por mil e um motivos, que eu venho expondo em textos intemináveis sobre maternidade, que me ajudam a colocar pra fora todas as delícias e as angústias de ser mãe.
Mas um dos motivos mais evidentes nessa transformação é o aumento da minha paciência, quase sempre no limite de explodir. Depois de ser mãe eu preciso esperar o tal do “tempo do bebês”. Claro que eu continuo sem paciência para o resto do mundo e para determinadas pessoas, pois isso faz parte de quem eu sou, mas me surpreende a paciência que aprendi a ter com o meus filhos. Não foi um processo fácil e é quase uma luta diária tão grande quanto se desvencilhar de uma droga que consome seu corpo e sua alma. Estou aprendendo a desacelerar, com eles e por eles.

Gente impaciente é explosiva, quer tudo ao seu tempo, tudo é prioridade e para ontem. Eu coloco a mão na massa e movo mundos e fundos pra fazer o que eu quero e na hora que eu quero. Se o que eu quero depender de mim, estará feito. Ou estaria. Porque uma das coisas mais difíceis de entrar na minha cabeça dura é que o tempo dos bebês e o meu não são os mesmos.

Meus filhos não querem dormir quando eu quero que eles durmam. Eles não mamam quando quero que eles mamem. Não mamam rápido porque eu estou com pressa, ou cansada ou com sono. Eles não deixam de sujar as fraldas ou regurgitar na roupa quando estamos de saída e eu estou atrasada. Eles não sabem que não tenho tempo para que eles não faça nada “errado”. Eles nem sabem ainda o que é certo e errado de forma contundente. 

Meu filho come mastigando cada pedacinho de comida devagar e pacientemente, aprovando cada novo sabor que o mundo e eu lhe apresentamos. Não adianta acelerar o tempo da colher indo pra boca. Se ele não terminou de mastigar vai rejeitar a colher e me fazer esperar que ele mastigue tudo até estar disposto a receber uma nova colherada de comida, sem nenhuma preocupação com o tempo.

Os bebês tem seu próprio tempo. Um tempo que não é o meu, não é o seu. É o tempo deles e, ainda assim, cada um desses pequenos seres tem seus tempos diferentes. Não é fácil lidar com isso, com essa falta de controle sob seres tão pequenos e dependentes de você, mas, aos poucos, vamos aprendendo a usar melhor nosso tempo juntos. Se eles vão demorar pra dormir, ao invés de me desesperar porque tenho outras mil tarefas a fazer, eu fico ali sentindo o calorzinho daqueles corpos pequenos e fofinhos, olhando pro rostinho angelical dos meu bebês, guardando cada pedacinho deles na minha mente, até porque eles crescem tão rápido que na próxima semana já estarão diferentes.

Se o bebê demora a comer, vamos contar uma história, fazer uma palhaçada para arrancar um sorriso ou uma gargalhada daquelas que só os bebês sabem dar e enchem o mundo de vida e a alma de calor.

E assim vamos nós, aprendendo um com o outros a cada dia e aproveitando esse tempo louco dos bebês, que não respeita nenhuma lei da Física, mas completa o coração de paz e alegria, porque algum dia, em um tempo breve, o tempo deles vai acelerar e vai voar tão rápido que não vai me deixar rastros e eu vou ter saudades desse tempo de hoje, desse tempo que, quando estamos juntos, parece que o tempo não passa.

Lembrancinhas de maternidade

Esse é um item bastante pensado pela maioria da mães e, comigo, não foi diferente. 

Tanto para a escolha das lembrancinhas do Lucas quanto da Alice, recebi dezenas de opções e tive várias ideias, nas poucas realmente me agradaram. 

Tenho uma opinião bastante pessoal sobre as lembrancinhas da maternidade. Acho super fofo oferecer algo a quem visita o bebê e os pais na maternidade. Quem vai na maternidade nos primeiros dias de vida do bebê faz um certo esforço porque nem sempre os horários de visita são favoráveis com a rotina dos visitantes, às vezes a distância também não ajuda, sem falar na burocracia de algumas maternidades para liberar a entrada de visitantes, então, sendo assim, acho justo os visitantes receberem um mimo de lembrança desse dia especial. 

Mas, o que eu vejo por aí é que as lembrancinhas nem sempre são algo útil, que depois será guardado ou usado pelo visitante, com isso, mães e pais investem um bom tempo e algum dinheiro na confecção das lembrancinhas e, no final das contas, elas se perdem em algum lugar no carro ou nas gavetas das cômodas das visitas, isso quando são realmente guardadas.

Pensando nisso, para as lembrancinhas do nascimento dos meus dois filhos, preferi algo comestível, pois dessa maneir, além de oferecer um agrado às visitas, seria bastante provável que elas fizessem bom uso do meu investimento, saboreando as delícias que eu escolhi para elas.

No nascimento do Lucas comprei mini baleiros de plástico com a tampa azul, criei eu mesma uma arte que tinha a ver com a decoração do quarto dele e também do enfeite de maternidade, utilizando os Vingadores (Homen Aranha, Homem de Ferro, Capitão América, Hulk e Thor) na versão “bebês” para o adesivo do pote e coloquei chocolates M&M como recheio. Foi sucesso! 


No nascimento da Alice não tive muito tempo de colocar a mão na massa para fazer as lembrancinhas pessoalmente, mas quis garantir algo delicioso também, então escolhi os biscoitos deliciosos do Cannella Caffe. Eles montaram toda a embalagem na cor de fita que eu solicitei e fizeram os biscoitos com o tema da Alice no País da Maravilhas, com formatos do Gato, do Chapéu do Chapeleiro Maluco, da Xixara de Chá, do símbolo de Copas e etc. Os biscoitos ficaram uma graça e deliciosos! Para personalizar a lembrança eu preparei a etiqueta com o tema da Alice e enviei para o pessoal do Cannella Caffe que colocou uma a uma nas embalagens e me mandou o produto final prontinho para ser distribuído.

E você, fez lembranças para a maternidade? Qual foi sua ideia? 

As vacinas do recém nascido até os 4 anos de idade

O calendário de vacinação do bebê inclui as vacinas que a criança deve tomar desde que nasce até aos 4 anos de idade, já que o bebê quando nasce não possui as defesas necessárias para combater infeções e, as vacinas ajudam a estimular a proteção do organismo, diminuindo o risco de ficar doente e ajudando a criança a crescer saudável e a ter um desenvolvimento adequado.

Todas as vacinas do calendário são recomendadas pelo Ministério da Saúde.

Ao nascer
Vacina BCG: é uma dose única que evita as formas graves de tuberculose e, que normalmente é aplicada na maternidade e deixa uma cicatriz no braço ao longo da vida, devendo-se formar até aos 6 meses;

Vacina da Hepatite B: a 1ª dose da vacina evita a hepatite B, que é um vírus que afeta o fígado, devendo ser aplicada nas primeiras 12 horas após o nascimento.

2 meses

Vacina VIP: 1ª dose da vacina contra a poliomielite, também conhecida por paralisia infantil;

Vacina VORH: 1ª dose contra a gastroenterite que é dada através de umas gotinhas na boca do bebê;

Vacina Pentavalente: 1º dose da vacina contra a difteria, tétano, coqueluche, meningite e outras infecções causadas por Haemophilus influenzae tipo b;

Vacina Pneumocócica 10V: 1ª dose contra doença invasiva pneumocócica, meningite, pneumonia e otite.

3 meses

Vacina Meningocócica C: 1ª dose, contra Meningite meningocócica do serogrupo C.

4 meses

Vacina VIP: 2ª dose da vacina contra a paralisia infantil;

Vacina Pentavalente: 2ª dose com VIP da vacina contra a difteria, tétano, coqueluche, meningite e outras infecções causadas por Haemophilus influenzae tipo b;

Vacina VORH: 2ª dose contra a gastroenterite;

Vacina Pneumocócica 10V: 2ª dose contra doença invasiva pneumocócica, meningite, pneumonia e otite.

5 meses

Vacina Meningocócica C: 2ª dose, contra Meningite meningocócica do serogrupo C.

6 meses

Vacina VOP: 3ª dose da vacina contra a paralisia infantil;

Vacina Pentavalente: 3ª dose da vacina com VIP contra a difteria, tétano, coqueluche, meningite e outras infecções causadas por Haemophilus influenzae tipo b.

9 meses

Vacina contra febre amarela: dose única contra a febre amarela.

12 meses

Vacina Pneumocócica C: Reforço da vacina contra a meningite, pneumonia e otite.

Vacina Hepatite A: apenas uma dose única;

Vacina Tríplice Viral: 1ª dose contra o sarampo, rubéola, síndrome da rubéola congênita, caxumba;

Vacina Meningocócica C: reforço contra a meningite C;

15 meses

Vacina Pentavalente: 4ª dose da vacina VIP com 1º reforço da vacina DTP, que protege o bebê contra tétano, difteria e coqueluche;

Vacina VOP: 4ª dose da vacina contra poliomielite;

Vacina tetra viral: vacina que protege contra sarampo, rubéola, caxumba e catapora;

4 anos

Vacina DTP: 2º reforço da vacina contra o tétano, difteria e coqueluche.

Vacina Pentavalente: 5ª dose com reforço de DTP contra tétano, difteria e coqueluche.

Lembre-se sempre de levar a carteirinha de vacinação para ser atualizada a cada dose. Ela garante o controle necessário para checagem se o bebê tomou realmente todas as vacinas. Esse controle inclusive pode e deve ser sempre confirmado com o pediatra nas consultas de rotina.

A carteirinha de vacinação é um documento precioso do seu filho, por isso é importante guardá-la com segurança para que se mantenha intacta e nunca se perca. Aproveito para dar uma dica para as mamães na organização desses documentos, que é ter um porta carteirinha de vacinação que também serve para armazenar outros documentos. 

Nesse modelo da Mania de Criar, da Carla Szanto, eu coloquei não apenas a carteirinha de vacinação como a certidão de nascimento dos meus filhos, o cartão da assistência médica e do SUS. Os modelos de porta carteirinha são feitos à mão e personalizamos de acordo com o tamanho da carteirinha do seu filho e tem várias estampas para escolha. Fica a dica para quem quer se organizar melhor com a documentação dos pequenos.